Covid-19 e o Brasil: A sociedade do colapso.

Ao longo da história a humanidade viveu uma série de pandemias, e sobre elas conhecemos de forma desapercebida seus detalhes e impactos. Chegamos ao ano de 2020 e uma de suas novidades é o Covid-19 (Corona vírus): uma pandemia que pede isolamento social. Tendo seu começo na China em 2019, e depois de um forte impacto na Europa chegou ao Brasil nos deixando em atenção. Agora compartilhamos preocupações breves e futuras sobre economia, políticas públicas e qualidade de vida. 

Poderia citar sobre o processo de transmissão, sintomas e recuperação, indicando detalhes sobre o grupo de risco, mas minha intenção é refletirmos sobre outros pontos que esse cenário está trazendo para nós.

Algumas pessoas estão vivendo esse momento de forma apocalíptica justificando uma ação divinamente justiceira sobre as nações, outros indicando que se trata de uma transição cósmica, onde a humanidade precisa se atentar para melhorar seus valores. Mantenho meu respeito às crenças em sua totalidade, porque a pratica da espiritualidade é importante, mas descobri que nem sempre teremos respostas, e até mesmo o controle de todas as situações. E mediante as fatalidades, toda prudência e rápida ação é o que necessitamos para contornarmos crises.

Nossa curva de contaminação do Corona Vírus é similar à Itália, e esse é o critério que temos para o pânico social que se instalou nos últimos dias, porque se trata de um problema muito sério. Onde se pede posicionamento de todos atores da sociedade. Principalmente, de atores governamentais. E infelizmente se tratando de Brasil, tivemos ações tardias, manifestações irresponsáveis, praias cheias, e por fim, decretos que desfavorecem o trabalhador.  

Gosto de fazer planos, tenho uma agenda para não me perder na rotina, porque gosto de me manter ocupado. E com a quarentena precisei repensar os motivos de me manter ocupado, e organizar os pensamentos para não dar espaço para um excesso de ansiedade. O sistema nos coloca em uma bolha onde as pessoas estão ansiosas por produtividade, por um atingimento que sempre nos apresenta uma falta. E dentro dessas faltas creio que o senso crítico é o que nos falta; o brasileiro chegou ao colapso intelectual porque pouco lê, pouco se informa, e pouco reivindica. Creio que a falta de formação do povo não é apenas um contexto de situação social, mas parte um plano de quem almeja permanecer no poder. 

Por isso, como ciclo virtuoso desse momento, desejo que estejamos mais atentos sobre nossos diretos, sobre o voto consciente pensando no todo de um plano de governo, na relevância do Sistema Único de Saúde, entendendo que religião e Estado são atores com propósitos diferentes. E sobre tudo, que esse momento vai passar, mas outras crises virão, porém nossos representantes acabarão atuando conforme o que foi escolhido pela maioria de eleitores. Estimo que essa maioria entenda que o Brasil é um país majoritariamente pobre, sem uma totalidade de empresários. 

Por Almir Santana 

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