Jéssica, Los Hermanos e eu.


"Moça, olha só o que eu te escrevi..."

Não sei bem por onde começar, geralmente não sou bom com começos, mas também sou um pouco desajeitado com finais. E é estranho trazer um história que parece mais estória, afinal não aconteceu aquele simples ciclo de inicio, meio e fim. Tudo aconteceu dentro de mim.

Vamos lá! Há sete anos atrás conheci Los Hermanos, e também conheci Jéssica. Foi a segunda Jéssica da minha vida, é engraçado dizer, mas já me apaixonei por três Giseles, e duas Jéssicas ao longo dessa jornada desajustada. Longa história, meus caros, mas retornemos ao que interessa.

Jéssica é dessas garotas de riso largo, que perde os olhos ao sorrir, e tem uma risada aguda que faz com que você sorria vendo ela sorrir. Eu a chamava de pequena, mas ela é cumprida, cheia de ideias, e com uma infinidade de assuntos peculiares. É alguém que é bonita de dentro para fora, e é uma pessoa com quem vale a pena compartilhar um café, um chá, uma cerveja, a vida. 

Em 2012, lembro que ela fazia faculdade pela manhã e eu a noite, geralmente nossos horários não batiam. Nos falávamos todo fim da tarde, era o percurso que eu seguia até a faculdade, após sair do trabalho. Segui uma rotina onde eu pedia para ela ouvir uma música que me fazia lembrar dela, depois aqui e ali eu escrevia uma poesia, ela se enchia de gratidão. E eu de afeto. 

Ela conhecia muito mais de Los Hermanos do que eu na época, recordo de dizer: Ouça tal música, mas ela conhecia todas. Tratei de ouvi-los de forma mais intensa, assim eles passaram a ser minha banda favorita. E depois disso, passei a entender que até quem me encontrasse lendo jornal na fila do pão entenderia que eu estava apaixonado, e teria encontrado uma das pessoas mais incríveis dessa cidade. 

Minha banda favorita não canta lá das coisas mais felizes, mas eles cantam amor. E com o amor, me identifico. E apesar da minha história sentimental não ter seguido o plano esperado, quando ouço Los Hermanos penso um pouco além do que percebo, viajo no passado, recordo de sensações. E lembro dela. Isso me deixa feliz. 

Costumo dizer aos meus amigos que não dou sorte com sentimentalidades, mas na verdade eu dei muita sorte em ter conhecido a Jéssica, e de ter vivido uma história que foi mais minha do que dela, afinal indiferente do que não foi reciproco, passei a ama-la em outro aspecto. Acho que isso é ter fé, e ver coragem no amor.  

Dia 18/05/2019 Los Hermanos fará um show em São Paulo, e como não posso dedicar uma música cantada por eles pessoalmente, escrevo. Afinal, sou das palavras, e gosto desse oficio sem custo ou ganho. Gosto do que ninguém percebe sempre, eu gosto é do gasto. Eu gosto é do estrago!

Obrigado, Jéssica. 

Por Almir Santana 


Comentários

  1. Que lindo Almir...vc ainda encontrara um amor para vivenciar as musicas dos Los hermanos...

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