O que é voluntariado?
Segundo pesquisa divulgada pela Fundação
Itaú (2014), no Brasil existem cerca de 16,4 milhões de pessoas que atuam em atividades
de voluntariado. Sendo desde atividades fixas às pontuais, onde 51% são homens
e 49% mulheres. Mediante a esse índice entendemos que os brasileiros têm
disposto seu tempo para as causas que acreditam.
Em sua origem as ações
voluntárias surgem de questões assistencialistas, e que em sua maior parte são oriundas
da relação com práticas religiosas. Por exemplo, a distribuição de alimentos
para moradores de rua realizada por denominações religiosas onde existe cunho evangelístico,
e também voluntário. No passado, o voluntariado se limitava apenas à questão do
suprimento das necessidades básicas, entretanto o contexto atual é outro. Já
cantam os Titãs: “A gente não quer só comida, a gente quer diversão e arte.”
E dentro dessa perspectiva o voluntariado
no século XXI tem como desafio atuar em um propósito maior, ou seja, os
atendidos por serviços do Estado ou de organizações sociais necessitam não ter
apenas um prato de comida em suas mesas, eles necessitam de meios que os
desenvolvam como cidadãos conscientes. A arte, o esporte, as novas tecnologias,
e tudo o que é agregado aos meios de educação se tornaram motivadores de desenvolvimento.
Devido a isso organizações
privadas estão investindo na formação e participação de seus colaboradores em
ações de voluntariado corporativo; isso é muito positivo porque ela realiza seu
marketing de causa, e também muda a realidade de quem precisa. Estamos no
capitalismo, vivemos em um mecanismo de ação e retorno, não posso deixar de
salientar isso. E dentro desse contexto percebo que algumas pessoas não
entendem a essência do trabalho social, pois estão tomadas por uma visão romantizada
da miséria alheia. E a miséria em sua essência mata, limita, consome e restringe
tanto lugares quanto pessoas. Televisionar a dor alheia em redes sociais para parecer
preocupado com a sociedade não é ser um agente de mudança, e sim um telespectador
inerte ao que vê.
Sabemos que a conjuntura atual é
de desmonte no que tange as questões de direitos em nosso país, principalmente
dentro do âmbito social. Entretanto, apenas reclamarmos sem nos apropriarmos de
causas que podem mudar o mundo é ineficaz. E se o mundo for grande demais podemos
tentar mudar o mundo de uma pessoa, já é um bom começo. E como fazer isso,
Almir? Acredito que nos atentando as questões políticas e humanas pode ser uma premissa
para sermos assertivos nas atividades que envolvem o voluntariado, pois a
partir disso se torna mais fácil compreender a sistemática do serviço social.
Enfim, indiferente de ser um
voluntário efetivo em uma organização social ou um voluntário pontual em eventos,
aconselho que invista seu tempo em uma causa que acredita. Lembrete: não existe
problema registrar um momento de atividade voluntária em suas redes sociais
desde que fique claro para você o porquê está investindo o seu tempo. E entenda
que voluntariado não é um processo terapêutico, se trata de um trabalho sério
que envolve energia e foco. Trata-se de algo nobre, e em completo as minhas
palavras deixo o trecho do livro O profeta, Kalil Gibran, para reflexão: “Vós
pouco dais quando doais vossas posses. Apenas quando doais de vós próprios é
que dais, realmente. ‘’
Quer saber mais sobre
voluntariado?
Pesquisa Itaú Social
Site Centro de Voluntariado de São Paulo; encontre a organização mais
próxima de você para que possa voluntariar.
Para entendermos o voluntariado corporativo - Além do Bem: um estudo
sobre voluntariado e engajamento.
Até o próximo café, um abraço!
Oi, Almir! O texto ficou excelente! Bjs
ResponderExcluirVi, muito obrigado! Um beijo
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