Sociedade Black Mirror, mas por quê?
Talvez possa parecer filosófico
demais falar sobre a efetividade da empatia, porém existe uma grande discussão
sobre os paradigmas da atualidade, e um deles é a finalidade da tecnologia em
nosso cotidiano. Alguns afirmam que as mídias sociais se encarregaram de
separar as pessoas, entretanto não percebo a tecnologia como um vilão da
atualidade. O problema está em nós. Logo mais explicarei o motivo, ou os
motivos.
Na verdade, é preciso entender
como a sociedade e seus componentes devem interagir com esse novo modelo
social, afinal a ferramenta se tornou um modo de linguagem. Repare que para se
fazer presente em alguns círculos é preciso estar online, por exemplo, você
está lendo um texto de um blog agora. E possivelmente está lendo de seu celular.
Poderia ser um livro físico, mas dentro de seus canais de leitura você optou
por esse. E não há problema nisso.
Charlie Brooker foi genial
criando a série Black Mirror. Ele apresenta uma sociedade satirizada devido às
relações humanas terem perdido sua essência por conta da tecnologia, porém
precisamos assumir o que nos falta em nosso cotidiano, e não encontrar uma
justificativa para tudo. Há uns dois anos li um artigo do sociólogo polonês
Bauman, ele é criador da teoria dos tempos líquidos. Ele dizia que seguimos em
uma multidão de solitários, e que no Facebook estávamos sozinhos. Vejo muita
verdade nas concepções dele, entretanto não é a internet que trouxe penumbra ao
mundo, foi à falta de empatia que têm feito o mundo perder o eixo. O respeito, a
ética e o bom senso estão em falta, mas cabe escolhermos quem seremos para nós
mesmos, e também para o outro. É uma indagação simples que poderá trazer
respostas exatas: e se fosse eu, como seria?
Não consigo imaginar alguém sendo
ético em seu ambiente de trabalho, e não sendo fora dele. Isso não é coerente.
Só que de incoerência em incoerência parcerias são desfeitas, processos não
funcionam, pessoas são prejudicadas, clientes ficam desacreditados de uma
instituição, e assim todos perdemos um pouco. Por isso, almejo que haja um
tempo que nossa compreensão de mundo se apure na verdade, na assertividade, na
empatia, e principalmente no propósito das coisas. É isso que nos falta: o
conhecimento do propósito das coisas.
Concordo contigo meu amigo, nos seres racionais que inclusive criamos a tecnologia temos que ter controle sobre ela saber até que ponto ela nos é benéfica aproveitando seus recursos com moderação.
ResponderExcluirUm abraço, VC arrasa SMP! ❤
Concordo com você. Gratidão, Grace! Um beijo
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