Eu te vi nas artes plásticas, você mexeu demais comigo. Letrux.

“Eu te vi nas artes plásticas, você mexeu demais comigo.”

Tenho essa frase tatuada no lado esquerdo do peito, não muito longe da gola da camiseta, para mostrar a quem tiver interesse em vê-la. Esse é um trecho de uma música da Letrux (cantora brasileira do Rio de Janeiro), onde ela fala sobre um flerte que mexeu com ela, mas estou explicando vagamente. Por isso, aconselho que ouça a canção e reflita.                                          

Ser percebido nas artes me traz uma ideia de entendimento vasto. Não estou falando de devoção ou de ideias maníacas, estou falando de conhecer alguém que te acessa, que toca em algo que você não sabe nomear. Muito cedo para ser amor e muito tranquilo  para ser paixão. Algo que vibra de excitação e alegria.

Aquelas alegrias que te fazem sorrir ao lembrar que aquela pessoa existe, porque ela existe no café que ainda vai acontecer, no jantar de domingo ouvindo pop dos anos 2000, no vinho tinto obrigatoriamente doce, porque o açúcar faz bem para o beijo. 

Pausa para ouvirmos Letrux (Youtube Video):

https://youtu.be/0PjKnqtQuP8?si=4OcCU-3jr0LFSg5C  

Ela é bastante performática, intensa e poética. E talvez alguns sentimentos sejam assim. A Lya Luft (escritora brasileira), dizia que sentimentos vastos não tem nome. E ser visto na poesia, na arte, na ótica particular de quem se quer bem, não precisa ter um adjetivo. Apenas existe e vale por centenas de textos e palavras minhas. 

No fim, se trata de algo que mexe com a gente. 

Por Almir Santana 

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