O que não está em seu Linkedin?
Login, senha, conexão ok. Pronto, online.
Sem mensagens hoje, apenas algumas notificações, respostas automáticas para parabenizar aniversários, promoções, ou conexões que iniciaram especializações.
Acredito muito na potencialidade do Linkedin, e de fato é uma rede social diferenciada, onde é possível se manter informado, fazer conexões, tomar conhecimento de oportunidades. Em 2017 conheci o escritório deles, e foi uma experiência incrível.
Hoje não irei analisar a operação deles, ou indicar sobre como expandiram no mundo, afinal isso é notável. Quero falar sobre os usuários, e compartilhar minhas percepções.
Voltando um pouco sobre o começo do texto, após logar na plataforma, é possível ver o seguinte: Dados básicos do usuário, uma breve apresentação pessoal, o histórico das empresas em que passou, e também a relação de instituições que você estudou. Foto formal, ou aquela picture que passe um ideal que você é descolado,entretanto possui o perfil criativo que as empresas inovadoras fazem questão de ter.
Se você for da área Comercial, não esqueça de postar seus reconhecimentos, troféus, e compartilhar frases motivacionais, afinal o mês está na metade e a meta ainda não foi batida.
É interessante como nós agimos de forma previsível no mundo digital, mesmo sabendo que temos nossas peculiaridades.
Na redes sociais gostamos de expor nossas particularidades, mesmo quando achamos que não estamos fazendo isso. E no Linkedin, percebo pessoas preocupadas em como sair do anonimato, não recrimino isso, pois como usuário, deixo todas minhas informações atualizadas sempre. Mas tenho me questionado sobre o que tenho de melhor que não aparece em minhas redes sociais, ou que não consigo mensurar nessa escrita.
Ando lendo alguns artigos, vendo vídeos de Ted Talk, me avaliando, pensando nos passos que quero trilhar para os próximos anos. Repensando a rota, assim como sempre. Mas diferente das outras vezes que parei para pensar sobre minha carreira, comecei a iniciar o que eu estava fazendo por mim, e o que tinha feito pensando na barganha subjetiva que o mercado de trabalho estabelece com quem quer atuar nele.
Comecei uma especialização recentemente em Comunicação e Mídias Sociais, mas antes de tudo, me fiz alguns questionamentos:
Almir, por que investir agora?
Você não atua na área, e vai querer se aplicar novamente na área de Comunicação?
O que justificar nas entrevistas no futuro?
Não quis me responder nada disso, apenas pensei que era o momento de abraçar a oportunidade que eu preciso. Amo Comunicação Social, comecei a flertar com tecnologia, e se tornou algo que quero entender cada vez mais. E não devido a uma demanda do mercado, é algo interno. Somente meu. E isso não cabe no Linkedin, me entende?
O propósito de cada um é algo pessoal, mora dentro da gente. Um currículo coerente faz sentido, mas nada faz mais sentido do que se realizar. Do que estar feliz com a finalidade das experiências que se vive. Minha felicidade hoje é fazer um curso, o seu pode ser escrever um livro, pintar um quadro, fazer Ioga e etc. Enfim, não estamos em uma vitrine esperando um headhunter comprar a ideia que vendemos, somos demasiadamente humanos. É preciso ter pequenas satisfações nessa jornada, ainda que homeopáticas.
E essa escolha é nossa, e como eu disse, não cabe em nenhum outro lugar.
Por Almir Santana
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